Independência financeira: o que realmente significa e como começar

Já ouviu falar sobre alcançar a independência financeira? Trata-se de um objetivo para muitas pessoas e um conceito abstrato para tantas outras. Todavia, é importante compreender, na prática, o que pode ser feito para atingir esse objetivo.

Afinal, alcançar a independência financeira impacta diretamente em sua realização de sonhos, possibilita melhor qualidade de vida e beneficia todas as pessoas que você ama.

Por isso mesmo, é interessante entender o que é a independência financeira, como alcançá-la e se é algo que todas as pessoas conseguem conquistar. De modo que, possa começar a aplicar os novos conhecimentos em sua rotina. Confira tudo que trouxemos sobre o tema a seguir.

O que é independência financeira?

Antes de mais nada, é importante entender que independência financeira consiste em literalmente não depender de ninguém para ter dinheiro. Uma pessoa que tem um bom emprego e consegue juntar dinheiro, não é independente.

Uma vez que, em caso de demissão, ela precisará procurar outro emprego no mesmo patamar salarial ou até abaixo para continuar vivendo.

Contudo, uma pessoa que tem um custo de vida mensal de R$3 mil e recebe esse valor mensalmente de renda passiva é independente.

Por isso, o primeiro passo para buscar a sua independência financeira é calcular: qual seu custo de vida?

Quanto mais alto é o seu custo mínimo mensal, mais trabalho terá para alcançar a independência financeira.

Toda pessoa pode alcançar a independência financeira?

Sim! A boa notícia é que toda pessoa pode se planejar para alcançar a independência financeira. Muitos brasileiros descobriram recentemente as ações pagadoras de dividendos e os Fundos Imobiliários.

Os dois ativos geram renda para seus detentores, viabilizando que o recebimento seja usado como a pessoa deseja.

E é justamente esses dois ativos que têm sido utilizados para construir carteiras geradoras de renda, com o intuito de alcançar a liberdade financeira.

Alguns investidores focam na renda mensal, por isso comprando fundos imobiliários. Outros buscam apenas uma renda que seja alta o suficiente para que possam alcançar a independência. E nesse caso, a pessoa segue investindo em ações.

A maior parte dos Fundos Imobiliários (FIIs) pagam renda mensal. Enquanto as ações pagam trimestral ou semestralmente.

Seja qual for o tipo de ativo adquirido, é preciso considerar: qual o total que eu preciso receber para ser realmente independente?

A partir disso, é recomendado mirar uma renda que seja 30% maior que a desejada. Por exemplo, quem almeja viver com a renda mensal de R$3 mil, deve trabalhar para gerar uma renda passiva de R$3.900.

O motivo é simples: os R$900 visam que seja feito reinvestimento, por causa da inflação. Dessa forma, você pode se aposentar e viver de renda passiva tendo a tranquilidade de que o dinheiro será suficiente hoje e no futuro.

Uma vez que, o reinvestimento garante que seu montante total de recursos não seja corroído pela inflação.

Afinal, quando novos investimentos são feitos todos os meses, é possível aumentar a renda mensal e evitar que você perca poder de compra com o passar dos anos.

É preciso ter um bom planejamento para alcançar o objetivo

Viver de renda após alcançar a independência financeira é algo que parece utópico? É importante tirar essa ideia da cabeça e produzir um verdadeiro planejamento financeiro.

Tendo em vista que, toda pessoa que realmente se planeja e começa a fazer aportes mensais, consegue alcançar o objetivo no longo prazo.

É óbvio que não é algo construído da noite para o dia. Contudo, é uma renda mensal ou trimestral que começa a pingar em sua conta e que ajuda a impulsionar a cada dia o alcance do objetivo.

Se você aporta todos os meses R$100 em ações de uma determinada empresa e no primeiro trimestre ela te paga R$10 de dividendos, o seu próximo aporte pode ser de R$110, usando os dividendos para comprar mais ações.

Dessa forma, terá a possibilidade de receber um próximo dividendo de R$15, por exemplo, em função de ter aumentado o número de cotas.

Afinal, o dividendo é pago em função do número de cotas compradas, seja de FIIs ou de ações.

E não importa se você comprou na queda ou na alta daquele ativo, o que determina o dividendo sempre será o número de cotas.

Portanto, é interessante escolher bons ativos nos quais você pode aportar todos os meses, visando que eles te pagam dividendos e você possa reinvestir.

O papel da renda extra na construção do objetivo

O que muitas pessoas não se dão conta é que a renda extra é a principal aliada quando se tem o objetivo de alcançar a independência financeira.

Uma vez que, essa renda extra deve ser integralmente convertida para os aportes mensais. O objetivo é simples: aumentar o total investido mês a mês para acelerar o processo.

Afinal, se você dobra o aporte por conseguir uma renda extra, é natural que os dividendos aumentem também. O que contribui para que possa investir mais usando a combinação aporte + dividendo.

E com a ação do tempo a somatória de aporte + dividendo se torna uma bola de neve do enriquecimento.

Complemento de renda ou independência financeira?

É interessante perceber que a independência financeira é um projeto de longo prazo. E que naturalmente a vida se transforma ao longo de 5 ou 10 anos, que é o tempo médio para que um brasileiro comum alcance uma renda passiva expressiva.

Durante o período de construção do patrimônio é importante não deixar de aproveitar a vida. Afinal, bons hábitos de poupança devem ser construídos para que se possa economizar sem deixar de ter equilíbrio.

Por isso, em alguns momentos o projeto pode se tornar um complemento de sua renda. Por exemplo, depois de um ano juntando você já alcançou um dividendo de R$100? Então comemore com uma refeição especial.

Depois de 5 anos de aportes mensais com muita disciplina juntou uma quantia mais expressiva? Vale a pena comemorar.

De modo que, naquele mês de forma consciente opte por gastar o dinheiro para desfrutar. Isso é fundamental para que possa se manter disciplinado e entender que está realmente colhendo frutos de seu esforço.

Além disso, você pode começar o projeto financeiro aos 50 anos visando complementar a renda de sua aposentadoria no INSS, por exemplo.

O objetivo pode mudar com o passar dos anos

Outro ponto extremamente relevante é que o objetivo total pode mudar com o passar dos anos. Por exemplo, uma mulher que começa o projeto aos 27 anos e faz aportes mensais de R$500.

Aos 32 ela tem um bebê e toda a sua configuração de renda muda, diminuindo sua capacidade de aporte para R$250. Isso não significa que o objetivo deve ser deixado de lado!

Entender que a mudança é temporária e usar o valor dos dividendos para impulsionar os aportes é fundamental.

Assim como, é importante considerar que o seu custo de vida aos 25 anos era de R$3000 e aos 30 pode ser de R$5000. Por isso, a independência financeira fica um pouco mais distante.

Refazer os cálculos é normal e esperado. O que não deve acontecer é se sentir desestimulado por causa dessa mudança que foi necessária para alcançar seu objetivo.

Construa sua independência financeira e tenha mais qualidade de vida, aproveitando o conforto e a tranquilidade que os recursos podem promover. Afinal, esse bem-estar impacta diretamente em sua rotina e em sua família.

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Autor

Werllënn Almeida é fundador e editor do blog Valor Que Conta, além de ser contador especialista em gerenciamento contábil pela UFBA . A partir deste blog, escreve e compartilha conteúdos de alto valor, voltados ao desenvolvimento pessoal e profissional.

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